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Tendências da Web para 2010
Em 2009, o marketing digital sofreu algumas alterações importantes em matéria de oportunidades de marketing, orçamentos e atitude. Em 2010 você vai ver como acalmar o hype em aplicações no Facebook e Twitter campanhas e desenvolvimento de modelos para o retorno do investimento (ROI) em torno do marketing de mídia social.
Facebook (e outras redes sociais) substitui(em) o e-mail pessoal*
Google tem; Hoover tem (no Reino Unido), TiVo tinha, perdeu e, de algum modo, o recuperou. Xerox teve, mas ninguém se importa mais.
O que é isso? Isso é quando uma marca se torna o verbo associado ao seu uso. Então, ao invés de procurar algo na net, você “googla”. Ou você “TiVo” ao invés de gravar um programa de televisão digitalmente. Indiscutivelmente, um fenômeno ainda mais poderoso é quando uma marca se torna um nome, como por exemplo usar a palavra Polaroid para nos referirmos a todas as fotografias instantâneas (embora esta não tenha terminado tão bem). O último poderia ser “Facebookear”, apesar de ter dois significados: “Eu te Facebookei” poderia significar que a pessoa te adicionou como amigo no Facebook, ou que te enviou uma mensagem privada por meio deste. Este último seria, ainda, mais interessante, já que na realidade ninguém havia tido antes esse tipo de comunicação. Nenhuma marca havia chegado a ser sinônimo de correio eletrônico. Hotmailear ou Gmailear é algo que nunca aconteceu. Assim que a interessante e a ignorada mudança inerente ao Facebook é o deslocamento do e-mail pessoal como meio de comunicação. Totalmente baseado na licença, não há e-mails indesejados (spam) no momento e, no entanto, não é necessário ter um livro de endereços, seus amigos já estão lá.
* O autor original refere-se ao Facebook por esta ser a maior rede social dos EUA. No Brasil, poderíamos substituir o nome Facebook por Orkut.
O software de código aberto começa a fazer dinheiro (graças à Nuvem)
Alguma coisa está começando a acontecer dentro do mundo do software de código aberto. Projetos que antes só estavam dentro do âmbito dos programadores, ou ao menos dos entusiastas de tecnologia, agora estão a disposição das massas. Um exemplo disso é Beanstalk, uma coleção de códigos de controle de versão e totalmente hospedado que utiiza a versão secundária de um projeto de código aberto. O grande desafio é que criar e manter um reposotório de versão pode ser muito difícil, além de necessitar de um servidor se deseja-se proporcionar acesso a todo o mundo. Beanstalk criou um serviço de assinatura que, por uma pequena taxa, elimina os problemas. Os serviços como este só existem com a estrutura de computação nas nuvens, pois empresas como a Beanstalk que não possuem o grande capital necessário para a construção de servidores próprios, apenas pagam pelo que seus clientes utilizam. Com a técnica adequada, qualquer projeto de código aberto pode ser comercializado deste modo.
Mobile Commerce (a promessa nunca foi cumprida, por agora)
É assombrosamente tentador mas raro observar como a convergência mundial cresceu nos últimos 10 anos e ver o muito que foi prometido mas não foi entregue nocomércio móvel. Entretanto, os celulares têm trazido benefícios reais às sociedades em todo mundo e especialmente nos países desenvolvidos, onde já são frequentemente usados para realizar transferências monetárias. Mas, recentemente, até os países que inventaram e adotaram as tecnologias móveis em primeiro lugar ampliaram a utilização destes preciosos dispositivos para pagar por produtos e serviços. Com os avançados navegadores do iPhone e as plataformas Androis, qualquer um pode pagar por produtos em sites de comércio eletrônico mas, na realidade, quem quer perder tempo com um celular em uma mão e um cartão de crédito na outra? O que muda o jogo é a plataforma iTunes/iPhone. As compras de aplicativosno iPhone podem tentar os usuários a comprarem pequenos artigos, atualizações, melhorias… enquanto o iTunes guarda as preciosas informações sobre o cartão de crédito. Tudo isso, claro, faz-se diretamente, com as suficientes facilidade e confiança para promover as compras impulsivas. Parece que uma tarefa fácil, pois este se estenderia para outras plataformas, com Paypal ou Google Checkout.
Menos registros, um só login que atenda a tudo
Eu uso um grande aplicativo na plataforma Mac que armazena com segurança meu login para até 50 sites diferentes. Isto significa que não tenho que usar a mesma senha para cada site nem tenho que passar o tempo buscando notas em Post-Its (meu método desde 1998) para fazer login em um site em que me registrei há apenas uma semana. No entanto, estou começando a me irritar por ter que me registrar de novo para qualquer coisa. Não entendo por que mas se eu deixar um comentário sucinto sobre um blog ou um site de notícias, preciso registrar-me novamente. Tenho certeza de que não estou sozinho, e esse é o motivo que os serviços como o Facebook Connect e OpenID são particularmente úteis e continuam a ser adoptadas em alta velocidade ao longo de 2010. Quem sabe para onde ir? Talvez no próximo ano será capaz de pagar por algo com o meu login no Facebook.
Interrupção contra a continuidade (alternativas para a “grande idéia”)
Devido à crescente importância das redes sociais, as empresas estão investindo cada vez mais na construção de comunidades como um condutor de marketing. Segundo o recente estudo “A Tribalização dos Negócios”, 94% das empresas continuarão ou aumentarão seus investimentos em comunidades e meios de comunicação sociais e, para a grande maioria destas empresas, sua função de marketing impulsionará este investimento. Ao mesmo tempo, como demonstado pela recente publicação das ferramentas sociais de “flutuação livre” do Google, como Google Wave e Sidewiki, uma mudança está ocorrendo cada vez mais para a atividade social e identidade on-line como parte integrante da rede como um todo, em vez de concentrado em plataformas distintas como Facebook. Com uma ênfase maior em marketing e publicidade através de redes sociais e a cada vez maior onipresença das ferramentas sociais, os objetivos do marketing entram em conflito com as técnicas publicitárias. Enquanto a publicidade sempre buscou distinguir-se e deter todos os clientes em seu caminho com uma “grande idéia” que lhes interrompe, a ênfase está mudando para a persuasão através da ligação orgânica na esfera social do cliente. Será sempre o objetivo de oferecer marketing criativo e de inovação, mas se tornará cada vez mais através da persistência e continuidade.
A contínua evolução da cultura faça-você-mesmo, de código aberto, impulsionada pela Web
Muito tem-se falado sobre o poder e potencial da inteligência coletiva. Da resolução de problemas complexos à subcontratação em massa, da reconfiguração das indústrias para serem mais produtivas e inovadoras graças ao aproveitamento de uma rede de provedores independentes, muitas das soluções de amanhã parecem depender da centralização de recursos e inteligência de nosso mundo, cada vez mais unido em rede. Do outro lado da equação, o poder da inteligência conjunta e dos recursos em rede deu mais poder aos indivíduos para lidarem com empresas mais complexas. Desde o aproveitamento da inteligência coletiva dos blogs e dos softwares a partir de cursos abertos de universidades para educarem-se a si mesmos, e serviços como Ponoko, Spoonflower e CafePress, que facilitam a produção em pequena escala, à centralização de recursos online como comércios emergentes e espaços de escritório coletivos, os indivíduos estão descobrindo que nunca havia sido tão fácil tentar fazer as coisas por si mesmos. Enquanto encontramos novos modos de prosperar em uma economia ainda mais esmagadora, esperamos para ver as mudanças que vem para capacitar os indivíduos a trabalhar juntos para tornar-se ainda mais auto-suficientes.
Info-arte
Onde uma vez nós tivemos psicólogos e filósofos populares, parece que agora teremos estadistas e economistas populares. A crescente riqueza de dados e o acesso a ricas e diversificadas fontes de dados que são produtos derivados de redes de informação, têm feito da arte da análise de dados uma habilidade característica de nossos tempos. Da mesma forma, a tecnica de visualizar esses dados com elegância se converteu na definição de arte dos nossos tempos. A arte do infográfico é cada vez mais onipresente porque as pessoas olham cada vez mais a crescente quantidade de dados a nossa disposição, e também mais refinado já que as interações desses dados são cada vez mais complexas. Com uma necessidade cada vez maior de análise em tempo real de um enxame cada vez maior de dados brutos, espera-se ver uma maior inovação estimulada pelos modos mais elegantes de capturar e visualizar informação por parte de um número crescente de info-artistas. Visite visualcomplexity.com para ver mais exemplos.
Crowd sourcing
Através de muitas indústrias e organizações, o croad sourcing (propor um problema e recompensar quem tiver uma solução) converter-se-à em uma ferramenta cada vez maior como parte das estratégias de subcontratação. As empresas se voltarão a grupos apaixonados por interesses especiais não apenas para levar uma mensagem mas também, e ainda mais importante, para conduzir e tomar parte em atividades em seus nomes. As previsões para 2010 não são tão otimistas quanto desejaríamos e os orçamentos para quase todos seguem se recortando, aumentando o pensamento criativo no que diz respeito a conseguir que se façam as coisas, e que se façam bem. Das campanhas políticas ao desenvolvimento de software, do jornalismo pessoal ao ativismo ecológico, veremos um grande crescimento nos modelos de crowd-sourcing provocados e dirigidos, em grande parte, pelas estratégias de meios sociais digitais.
Flash mais, nem menos
Além dos sites óbvios de marca, os microsites e os sites de mídias (videos, jogos), a tecnologia Flash sempre tem sido olhada com desprezo, ou completamente descartada por técnicos e otimizadores de motores de busca por igual. Parecia estar enfrentando um futuro incerto como ferramenta viável para websites sérios e aplicações como as ferramentas de comércio eletrônico e os sites corporativos. Deste modo, a ferramenta de meios de tecnologia avançada da Adobe disfrutou da coragem e determinação de seus defensores e da comunidade de desenvolvimento externa. Vários truques, ferramentas de desenho e soluções alternativa de scripts server-side significaram que os websites construídos em flash devem parar de servir uma só e impenetrável página. Oferecem sites profundos, indexáveis e com opções de busca que permitem um tráfrico exato e detalhado assim como na análise de comportamento e a otimização do motor de busca. Como cada vez é e será maior a importância do website de uma empresa como showcase, também aumentará a demanda de esperiências mais ricas e de ampliação de marca. A maior proliferação de banda larga (à velocidade da luz) reduzirá os problemas de download enquanto a adoção do Flash nos dispositivos móveis aumentará significativamente e estimulará o alcance e o desejo de experiências utilizáveis, de transporte de marca, orientadas na conversação.
Traduzido de: http://blogs.uab.cat/gmartinez/2009/12/11/tendencias-web-para-el-proximo-ano/
Próximo: Bill Gates está no Twitter!

[...] Enviado por André Machado (andreferreiramachadoΘgmail·com): “Nesta tradução de um artigo do DigitalMediaBuzz, veremos as principais tendências da web para 2010. Como destaque, veremos a valorização do software de código aberto graças à nuvem, a tendência à centralização dos logins, a substituição do e-mail pelas redes sociais e a evolução da cultura faça-você-mesmo, impulsionada pelo código aberto.” [referência: keepgeek.com.br] [...]
Sobre o login único, uma grande iniciativa nesse sentido é o Disqus, sistema de comentários para blogs. Você tem um meio de centralizar enfim todos os comentários que você faz em todos os blogs, é muito, muito legal. É claro que pra isso todos os blogs em que você comenta teriam que usar Disqus também, mas quem sabe não é uma questão de tempo? Ainda mais que pra blogs também é uma excelente ferramenta, porque registram comentários e “reações” — trackbacks, tweets, diggs e outras coisas sobre o blog…
Sem duvida login único vai ser excelente, espero que a adobe otimize o flash, ainda considero ele bastante lento.
[]‘s
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