Desktops e Workstations
- 19 junho 2010 - 2.666 visualizações - Escrito por Edgar junior
Computadores populares de lojas – vale a pena?
Desde que o Governo iniciou o programa Computador para Todos, o acesso à inclusão digital cresceu de forma exponencial em nosso país. Este programa, que tinha as melhores intenções, porém, acabou despertando opiniões acaloradas e polêmicas. De um lado, usuários de software livre – com razão – dizem que as distribuições colocadas nestes computadores são ruins, têm poucos programas e são mal-configuradas; De outro – e também com razão -heavy users alegam que os componentes de hardware presentes nestas máquinas possuem uma qualidade inferior. Diante de tantas polêmicas, faz-se necessário perguntar: vale a pena comprar os computadores populares vendidos em grandes lojas e supermercados?
Positivo, Megaware, Intelbras, AmazonPC. Nunca antes ouviu-se falar de tantas marcas de computador – e nunca antes teve-se tantos computadores a venda a menos de mil reais. O que está a venda ali? Não apenas um equipamento eletrônico mas, sim, a porta de acesso ao mundo digital para várias pessoas que, de outra forma, jamais poderiam abri-la.
Recentemente, minha irmã ganhou um computador só para ela que era do seu primo. A marca: Megaware, uma das campeãs de queixas no Reclame Aqui. O bichinho – que tem um processador Celeron – surpreendeu-me e mostrou-se rápido para várias tarefas. Embora a etiqueta ao seu lado dissesse que ele viera com o Vista Starter, o micro tinha o XP. Certa noite, minha irmã me chamou porque o computador não ligava. Fui lá em cima e vi a famosa tela de aviso de que o Windows XP não pôde iniciar corretamente. Tentamos de tudo, mas não tecve jeito. Essa foi a oportunidade que eu tive para instalar o Ubuntu na máquina e introduzir minha irmã ao mundo do software livre visto que, no XP, ela já usava o TuxPaint. O micro aceitou o Linux muito bem, com o sistema reconhecendo, inclusive, uma plaquinha de rede Wireless da Intelbras que eu coloquei nele para evitar metros e metros de fio (a placa é tão boa que conseguiu detectar a rede do vizinho, que estava com portas e janelas fechadas – nota mental: comprar Access Point semana que vem). O único problema foram os conectores do mouse e teclado cujos pinos metálicos entortaram ao retirar – o que rendeu uma bela bronca e a frase “Não é pra tirar o micro daqui”.
Quando foi lançado em cerca de 2004, os entusiastas de software livre viram no programa Computador para Todos uma ótima oportunidade para promover o sistema de código aberto. Infelizmente, não foi isso que aconteceu. O fracasso da ascensão do GNU/Linux deu-se, principalmente, por dois motivos: em primeiro lugar, os novos e grandes fabricantes de computador estavam preocupados em apenas uma coisa: ganhar dinheiro. Eles não estavam preocupados no mantra “vamos ajudar a promover a utilização do software livre”, não! Os computadores do programa PC Conectado só vieram com GNU/Linux porque o edital do mesmo dizia que era esse sistema que eles deveriam ter – ou melhor, que a isenção de impostos se daria para os computadores que obedecessem algumas exigências, dentre as quais ter somente software livre. Se lá estivesse escrito que os micros deveriam vir com OpenBSD em modo texto, era esse o sistema que os micros iriam ter. Mas o principal problema aqui é que as empresas fabricantes de computadores simplesmente NÃO QUEREM SABER de Linux e NÃO SABEM usar Linux. Então, qual a solução? Simples: vamos contratar uma empresa que nos forneça um sistema baseado em Linux e ofereça suporte para o mesmo. Surgiram, daí, aproveitadores de oportunidades, como a Fenix ou a Insigne, que criaram distribuições meia-boca, que tentam imitar mal e porcamente a interface do Windows, que vêm com poucos programas em seus repositórios, que vêm mal-configuradas e cujo pessoal de suporte técnico fica rezando para que ninguém pergunte nada a eles.
O segundo ponto do fracasso do software livre nesse programa foi o fato de que o brasileiro já está acostumado ao sistema da Microsoft. Não adianta, nenhuma mudança drástica ocorre da noite para o dia (a não ser no layout do nosso site, hehehe). Os grandes nomes e profissionais da Informática nacional começaram usando DOS, foram para o Windows 3.11, 95, 98 e por aí vai. Além disso, a maioria das empresas e pessoas usa Windows e o comprador de um desses micros populares tem medo de ficar isolado, medo de não conseguir abrir o arquivo que recebeu ou de não conseguir rodar aquele jogo. Além disso, há o grande fator tempo: todos dizem que não têm tempo para aprender uma coisa nova – e a maior prova disso é que hoje, mesmo com Windows 7, a maioria das pessoas prefere continuar usando o Windows XP.
Outro ponto que tem levantado polêmica é quanto à qualidade dos equipamentos. Esse ponto é muito delicado e eu peço que você, independente da formação ou filosofia que tenha, leia o que vou escrever a seguir de mente aberta.
A maior parte das reclamações que ouvimos sobre os micros populares vêm de fóruns e sites especializados, como o Guia do Hardware ou o Clube do Hardware. Mas aí, temos que nos lembrar do seguinte: as pessoas que têm uma participação mais ativa nesses fóruns geralmente são especialistas em hardware e conhecem a fundo as entranhas do equipamento. Além disso, eles provavelmente têm uma boa verba para investir em dispositivos de tecnologia. Isso nos força a perguntar: para quem são os micros vendidos em loja?
Certamente, não para eles! Os micros que são vendidos em lojas de varejo e supermercado destinam-se às pessoas de baixo poder aquisitivo. Um exemplo clássico são aqueles dois jovens que casaram e trabalham, ganhando um salário mínimo por mês, que deve ser gasto com contas, alimentação e um pouco que resta para o lazer. É razoável que esse casal queira adquirir um computador que custa R$ 700,00 em quinze vezes sem juros, pois isso está dentro do orçamento deles. Outra coisa que é totalmente desconsiderada é que esse micro de 700 reais não será o computador do casal mas, sim, o primeiro computador do casal. Uma das reclamações é que esses computadores começam a estragar depois de um ano de uso; mas e os experts: não começam a fazer upgrades ou trocar seus computadores de ano em ano? Não é, basicamente, a mesma coisa?
O ponto crítico aqui é que a maioria das pessoas que vai comprar esses computadores de loja é totalmente leiga no assunto e, incrivelmente, os vendedores NÃO estão preparados para atendê-las. Se você for em uma loja especializada em Informática, os atendentes poderão ler dar as minúcias do equipamento, mas se você for em uma loja, isso dificilmente acontecerá. Por quê?
Simples: o negócio da loja é simplesmente VENDER produtos – não apenas computadores. A pessoa que, hoje, está vendendo computadores, semana passada podia estar vendendo móveis e semana que vem poderá estar vendendo geladeiras. Essa pessoa, geralmente, possui apenas o ensino médio e não recebe um treinamento específico para vender o produto computador. As únicas informações que ela sabe são aquelas que estão escritas na famigerada etiqueta do produto. Eu, por exemplo, fui em uma loja e, quando perguntei qual era o chipset da motherboard ou o barramento da memória e recebi como resposta um “eles não nos passam essas informações”.
Essa etiqueta é outro ponto polêmico. A Intelbras começou a colocar nas etiquetas dos seus equipamentos inscrições como “Esse computador é indicado para navegar na internet e escrever textos”. Um especialista chamado Gabriel Torres disse que essa etiqueta não informa nada, mas eu discordo: ela dá todas as informações necessárias para quem não entende de computador e não sabe o que é memória RAM, por exemplo.
As informações da etiqueta geralmente são vagas e imprecisas. Em vários modelos de várias marcas eu vi coisas como “Processador: dual core”. Sim, e daí? Um processador dual core pode ser um Celeron Dual Core, um Pentium Dual Core, um Core2Duo ou um Phenon X2, por exemplo. Outra: “Placa de vídeo: integrada”, o que não diz absolutamente nada, pois existem placas integradas da SiS, da Via, da Intel e até da Nvidia. Outra coisa: “Memória RAM: 4 GB”. Uau! Pensa a pessoa. Sim mas, que tipo de pente está instalado? Será que é DDR2 666 ou DDR2 800? “HD 1 TB” – Sata ou IDE? 5400 ou 7200 rotações?
Enfim, esses micros populares têm o seu nicho: pessoas de baixo poder aquisitivo que estão iniciando em informática. E para que você não compre gato por lebre, aqui vai o meu guia expresso de como comprar um bom computador:
1. Se possível, vá a uma loja de informática de sua cidade que tenha profissionais honestos; Diga ao atendente para que você vai usar o computador principalmente: “Eu vou usá-lo para navegar na Internet e escrever textos” ou “Eu quero um computador para rodar os jogos mais atuais” ou “Eu sou um engenheiro civil e preciso de um computador para rodar o AutoCAD” são alguns bons exemplos.
2. Se você quiser, ainda assim, comprar um micro de loja, pelo exposto acima, dispense a ajuda do atendente e as informações da etiqueta. Não se iluda com informações do tipo “4GB de RAM”. Anote a marca e o modelo do equipamento – peça auxílio ao atendente se essa informação não estiver visível – e pesquise por ela na Internet. Peça opiniões em sites especializados como Guia do Hardware ou Clube do Hardware, sempre dizendo para que você vai usar o micro. Se possível, pesquise pelo produto no site da loja ou fabricante e mostre o link, pois essas páginas têm mais informações técnicas do que a etiqueta ou o encarte do estabelecimento.
3. Mesmo que você queira usar o micro para tarefas básicas, FUJA de tudo que tenha escrito VIA, CELERON, ATOM, POSITIVO, CCE e, PRINCIPALMENTE, SiS.
4. Você NÃO VAI conseguir rodar GTA, Crysis, Need for Speed, CorelDRAW! ou Photoshop em um micro de R$ 700,00.
5. Se você quer um micro apenas para utilização básica, saiba que o Linux dá conta muito bem do recado. Se você não gostar da distro que veio nele, instale outra melhor, como Ubuntu, Fedora ou Mandriva. Se quiser Windows, compre logo um computador com Windows instalado – mas fuja da versão Starter.
6. Você não precisa seguir as tendências; você precisa de um computador que atenda às suas necessidades. Isso é o que importa.
E você, qual sua opinião sobre os micros de loja e o texto acima? Utilize o espaço abaixo para deixar seu comentário. E não se esqueça de participar do nosso fórum!



29 Comentários to “Computadores populares de lojas – vale a pena?”
Depois de ser por um ano um infeliz proprietário de um CCE com Celeron e SIS, com de fábrica o Vista Starter.
Computadores populares seja de Lojas ou Varejos nunca mais quero possuir um.
E agradeço ao André por me ajudar na escolha do meu novo computador =)
Eu lá ia caindo em mais uma cilada.
Por Edgar junior em jun 19, 2010
Já comprei esses computadores de supermecados, na época eu achava que estava bem na finta, mas quando comecei a pesquizar acabei ficando com vontade de processar a loja, mas já era tarde. Porque os fabricantes que coloca Linux nas suas máquinas acham que as pessoas vão usar aquelas ditribuições linux que ninguém nunca ouviu falar? Porque não colocam logo o Ubuntu que todo mundo vai ficar feliz. Quem nunca ficou puto da vida quando abriu seu gabinete da Positivo e lá dentro tinha um bom processador de multiplo nucleos, boa memoria RAM e um bom HD, mas tudo arrastando uma placa-mãe fudida, chispset da merd… da Via ou SIS? Até a refrigeração é terrivel.
MInha recomendação é montar seu proprio PC com sua propria configuração, escolher bem os componentes e fuja dos chipset Via e SIS, tanto nas placa-mão quanto na de vídeo.
Por Paulo Castro em jun 20, 2010
“Porque não colocam logo o Ubuntu que todo mundo vai ficar feliz. ”
Acredito que o motivo seja o seguinte: o edital do governo diz que a empresa precisa fornecer um sistema livre e dar suporte a ele. Se a empresa opasse pelo Ubuntu, por exemplo, é provável que o preço que a Canonical cobre pelo suporte seja considerado muito alto pelo fabricante e, como eles não dão a mínima pro Linux mesmo, eles pegam a primeira empresa que oferecer o orçamento mais barato, como a Fênix ou a Insigne – é claro que a qualidade é proporcional ao preço que eles cobram do fabricante.
Além disso, eu já ouvi falar de um caso onde uma pessoa que comprou um computador da Itautec, que vem com o Librix, distribuição esta fabricada pela própria Itautec, ligou para o suporte da empresa e o atendente sugeriu que ele trocasse o Librix pelo Windows. Isso sem falar quando há um problema com a banda larga e atendente só diz “Nós só oferecemos suporte aos sistemas Windows”…
Por Andre em jun 20, 2010
Tive problema com um notebook ITAUTEC vem com a placa de wireless rtl8187b, com a distribuicao linux “librix” e resolvi trocar pelo kubuntu, mas nao tem jeito de funcionar a placa de wireless…
O que eu sugiro a voces, fugam destas marcas de computadores, itautec esta apresentando ser uma porcaria… é essa minha experencia com esta marca… provavelmente eles usam hardware baratos feitos especialmente para rodar rodar windows…
Por Eloir Viecelli em jun 21, 2010
“mas e os experts: não começam a fazer upgrades ou trocar seus computadores de ano em ano? Não é, basicamente, a mesma coisa?”
Não. Eu sou heavy-user, mas uso Linux, logo, meu PC não precisa de upgrades o tempo todo pra rodar tudo com ótimo desempenho.
O grande e principal problema desses computadores populares está numa peça que poucos dão valor: a fonte. É por causa das fontes nominais de péssima qualidade que esses computadores duram pouco, queimam “do nada” e travam o SO sem motivo algum.
É uma sequência de peças ruins: fonte nominal, placa-mãe pcshits, memória xingling. As únicas coisas que, por enquanto, não tem de marcas duvidosas, são HD e processador.
Uma fonte decente nesses computadores populares resolveria muitos, muitos problemas. Não precisa ser uma ThermalTake, mas pelo menos uma fonte com watts reais.
Por Vitor Gatti em jun 21, 2010
Já comprei 2 computadores SIM do submarino e estou completamente satisfeito com eles.
Sempre tive computadores de ultima geração com os melhores componentes mas agora não “preciso” mais disso.
Estes computadores cumprem bem o seu papel e não dá para crucificar a empresa que vende este com um linux ruim sendo que existem lojas que vendem PC com XP (péssimo SO e antigo/inseguro) e alguns ainda são piratas.
Por Celso em jun 21, 2010
No rastro do Celso, discordo da crítica generalizada aos micros de baixo custo. Para quem não tem dinheiro para um melhor, eles podem atender. Atuo como voluntário numa associação que comprou vários Megaware numa promoção de supermercado e eles estão funcionando de forma excelente a mais de um ano, rodando Ubuntu. É claro que às vezes um modelo ou outro é pior, dá pau, etc, mas daí o consumidor tem que ir atrás de seus direitos, ainda que seja difícil a briga com grandes varejistas.
Por Diego em jun 21, 2010
Nossa, para mim isso é tão óbvio que nunca cogitei discutir sobre esse assunto.
Agora, quanto ao Linux, realmente existe uma má vontade. Não precisaria usar o Ubuntu, mas poderia utilizar um Debian.
Por Tiago em jun 21, 2010
Lembre-se, se você está participando desta discução.
Não há nada de novo neste artigo. Ele não é para você.
Mas pense na sua Tia, Pai, primo. Que sempre perguntam que computador comprar e olham os micros de supermercado como uma boa opção.
Para ajudar a eles que vale a pena ler este artigo!
OBs Eu ja comprei um note no supermercado, mas era um HP
Por Carlos em jun 21, 2010
PCs de baixo custo foi a solução que o governo encontrou para a “inclusão digital” que deixa cada vez mais pessoas com Windows pirata zumbis e foi a deixa perfeita para fabricantes de merda enfiarem componentes ultrapassados que estavam sobrando no estoque.
Essa é minha visão.
Por Marcelo em jun 21, 2010
Não podemos nos esquecer do fator usuário, né gente? Meu irmão, por exemplo, tem um PC da Nova Informática – hoje Intelbras – e ele está em excelente estado. Também, prestem atenção no que eu falo no post, na parte de para quem esses micros se destinam.
Por Andre em jun 21, 2010
Penso exatamente o mesmo e concordo plenamenta com o que disse.
PS. O site demorou tanto para carregar o post na página normal, que eu cliquei na versão impressa e terminei de ler antes que o post carregasse aqui. Parece que o site fica parado aguardando a resposta de algum site que começa com http://www.google.com...
Por Lealcy Belegante Junior em jun 21, 2010
Valeu por avisar. Vou dar uma olhadinha.
Por Andre em jun 21, 2010
Mto bom o texto, exatamente essa a realidade
mas o fuja do positivo eh a melhor hahaha combinamos para as classes baixas interessadas em um pc de R$700,oo um positivo nao eh Tao ruim assim.
Por Mark em jun 21, 2010
Comprei, pra minha sogra..hehehehe, um positivo, bem baratinho,,,já faz uns 2 anos…instalei o ubuntu junto com o windows e até agora não tive reclamações…ela usa mais o ubuntu…pra textos, planilhas e apresentações..e navegar na internet….não usa o windows pois já pegou uns vírus e tive que reistalar o danado…portanto acho que para o usuário que só deseja ter um computador pra acessar a internet, textos, etc…coisa do cotidiano..que são a maioria o positivo da conta do recado..e principalmente o linux, pois evita os virus da internet….
Por Josef em jun 21, 2010
Gostei do post, isso pode ajudar muitas pessoas que estão iniciando, eu sempre recomendo um pc de “loja” de primeira pois pra quem está começando a garantia cobre alguns erros comuns e depois que ele está acostumado e começa a reclamar que o pc está lento ou não roda determinado jogo que ele próprio começa a adquirir consciência do pc que atende melhor suas necessidades e procura algo melhor.
Vou indicar esse pra quem vier me perguntar sobre o assunto.
Parabéns
Por Felipe em jun 21, 2010
Meu primeiro pc foi meu pai quem comprou numa loja sei lá onde. Veio o w98. Depois eu fiz um curso de montagem e manutenção. Nunca mais comprei computador em loja e sempre falo aos meus amigos e colegas e familiares: “Não compra computador pronto de loja tipo extra, carrefour. Eles são feitos com peças baratas, muitas vezes obsoletas e dentro de 2 anos vai zicar”.
Já montei alguns micros pra amigos e parentes e de vez em quando me consultam pra trocar uma coisa ou outra ou só pra saber como funfa mesmo.
O meu na configuração atual já tá indo pra 6 anos. A única coisa que foi mexida nesse tempo foi mouse, teclado e monitor, mas isso não conta :p
Da parte de dentro já tá assim a muuuuito tempo. Tanto que nem compensa fazer um upgrade só de uma coisa ou outra… tem que fazer o conjunto processador, memória, placa mãe, vídeo.
Mas vai indo muito bem mesmo.
Rodo só o ubuntu 10.04 e o w7 pro meu pai e raramente algum jogo pra mim.
Concluindo:
consulte uma pessoa de confiança pra montar um micro que atenda as suas necessidades. Com certeza vai demorar um tempão pra te dar dor de cabeça.
Peças de boa qualidade e boa marca podem ser um pouco mais caras, óbvio, mas valem o sossego.
Por Yuri em jun 21, 2010
Apoiadíssimo! Os “xinglings” da positivo, megaware e etc tem sua funcionalidade sim, e são para usuários – como você citou – leigos.
Esses computadores com certeza atendem às necessidades de um usuário comum e se utilizados com um estabilizador e fonte decente, podem durar mais que 4 anos.
Por Ravi em jun 22, 2010
Meu primeiro micro foi um 386 da Itautec e, depois dele, tenho esse Athlon XP que pretendo trocar em breve. Tenho o Athlon desde 2003 e, de lá pra cá, botei um drive de DVD – e substituí porque o 1o estragou, botei 1 GB de RAM – que comprei no ML porque era o único lugar que tinha e substituí o monitor de 15″ da AOC, que estragou, por um LCD de 18,5″ da LG – e o Linux encontrou a resolução nativa dele.
A minha impressão é que, antigamente, esses micros de marca nacionais tinham uma qualidade melhor e que, hoje, eles estão sacrificando-a para vender a máquina mais barato, vocês não concordam?
Por Andre em jun 22, 2010
Boa tarde André.Considero de muita importância os fatos comentados aqui.Vou fazer engenharia civil e preciso comprar ou montar uma máquina de acordo com as minhas necessidades.
Vou procurar alguém da àrea técnica para montar um pc para mim.
Valeu pelas dicas.
Por Tarso Zamboni em jul 1, 2010
Tarso, é exatamente isso. Para você ter uma ideia, aqui estão os requisitos do AutoCAD, que você certamente usará:
http://autodesk.blogs.com/between_the_lines/2009/02/autocad-2010-system-requirements.html
http://usa.autodesk.com/adsk/servlet/hc?siteID=123112&id=6711853&linkID=9240618
Você pode ver que o programa é exigente. Ao comprar um PC de loja, ele poderá ficar lento e você não terá uma experiência agradável. Procure uma loja especializada em Informática em sua cidade e detalhe bem suas necessidades. Como diz o ditado, o barato sai caro.
Por Andre em jul 1, 2010
Concordo com tudo o que foi dito, não tenho um PC destes mas minha escola tem! Micros Positivos com chipset SIS, Celeron e placa mãe PC-Chips, além disso, a fonte é genérica, rodando Linux Educacional, só digo uma coisa, funciona! Já meu PC é da época de 2002~2006 quando o XP era uma novidade, meu PC foi montado por um colega de trabalho, ele usou somente peças baratas e saiu por R$800,00 e mesmo assim, o desempenho é muito superior!
OBS: (K8V-VM Ultra tudo onboard sem nenhuma placa extra + Sempron 3000+ e 1,5Gb RAM DDR e Ubuntu 10.04 X64)
Por Alessandro em jul 17, 2010
Bom como dizem o PC vai conforme, a utilidade e a necessidade do usuário, por exemplo vc, compre um note sim+ como eu fiz comprando na submarino, eu sou feliz com ele uso ele com o Windows 7 e falo para vcs ele é bom, uso mais em programação em DELPH 7.
E curto ele pra caramba, mais já tive problema com ele e mandei a garantia, e tudo resolvido
Problema simples imagem tremula ao ligar ou a força a sua placa de vídeo Sendo que a marca da placa de vídeo SiS nem deveria, ser chamada de placa de vídeo XD, E por exemplo gosto de jogar jogos RPG Lineage 2 um jogo pesado que exige da placa de vídeo, e não roda no meu not. Mais montei mei próprio pc de mesa, com configuração de primeira, mais como diz computadores populares marca SIM+ Pra min. foi de ótimo escalão, usei ubuntu e retirei, mais irei reto malo, a usar por livre espontânea curiosidade em fusar tudo que tenho direito e futuramente pq não montar meu proproi Linux do meu jeito
Por Jonathan em jul 18, 2010
Discordo plenamente quando a matéria fala “fuja do VIA,ATOM,Celerom,etc …”. Meu primeiro PC é um VIA de 1Ghz montado pela AMAZON PC,comprado a 3 anos na SARAIVA.COM. Na época era o melhor pc relação custo/benefício,pois tirando minha esposa que trabalha com um pc eu e meu filho éramos “analfabetos dígitais”.Com ele pude gravar cd´s de musicas,trabalhos escolares,e mais pra frente baixar e assistir no dvd filmes da internet.Hoje o mesmo está sendo configurado para gravar canais de tv via placa de captura externa.È claro que tive que mudar o OS pois o original era da Fênix (LINUX) e queria usar o XP.Tambêm aumentei a memória ram para o limite de 1Ghz,pois instalei vários aplicativos.Hoje pretendo montar outro mas com o uso da mesma empresa (VIA) que possui uma placa mais adequada para o meu uso!
Por fernando mendes em jul 18, 2010
Fernando,
Bom, você pode estar satisfeito com o desempenho do VIA, mas como técnico vou te falar: pra um usuário que já está acostumado com as plataformas Intel e/ou AMD, os processadores VIA são o mais puro sofrimento. Sofre-se em tudo com estes processadores, (são processadores econômicos, isso são! Tanto pra comprar quanto em relação à energia que consomem. Mas sofre-se por conta do desempenho deles que é bem pequeno. Dá conta do recado… mas não chega a ser bom se comparado com as referências de mercado). Máquinas com plataformas Intel e/ou AMD, montadas em uma MOBO com Chipset VIA tem o desempenho degradado em relação à máquinas da mesma plataforma porém com Chipsets da Intel e/ou da NVidia e AMD (estes dois últimos pra plataformas AMD).
Chipset da SIS… são lixos… verdadeiros lixos! Todo técnico com o mínimo de conhecimento de causa, sabe que computadores com chipset desta fabricante são verdadeiras bombas (vivem travando e tb tem o pior desempenho possível)! Eu sempre falo com clientes: SIS, nunca na vida, se vc não quiser passar raiva. Entre SIS e VIA… sou zilhões de vezes VIA!
Pra meu uso, tendo condições, jamais compraria máquinas baseadas em processadores VIA no máximo com chipset dela. Mas meu sonho mesmo é colocar a mão em uma plataforma completa da AMD, marca da qual sou fã e entusiasta!
Por Adriano em ago 7, 2010
Quanto a micros de lojas, tenho aqui em casa um NEOPC… (do grupo Positivo)… comprado já tem dois anos e ele sofre na minha mão todos os dias e necas de problema até agora! Veio com um Conectiva Linux… que não é ruim… mas não consegui me adaptar a ele… e o que eu fiz? De inicio voltei pro XPeto… e qdo tomei conhecimento do Ubuntu, adotei-o de vez e retirei o XP com sucesso! Meu PC tem um ótimo desempenho… dá conta de tudo que preciso fazer com ele… e hj em dia não sinto falta alguma do Windows nele! GRAÇAS A DEUS!!
Não tenho o que reclamar do meu PC de loja. (Comprei com conhecimento de tudo que era falado na época sobre estes computadores… mas foi o q podia comprar). Quem chega aqui e o vê, pensa q ele é novo, recém saído da caixa… pq o estado dele é de novo mesmo! Então eu acho q duração destes bichos um pouco também está relacionado com o usuário!
Dei muita sorte com o meu! E embora tenho muitos elogios a fazer ao meu… (Que a única coisa q não é original nele mais é memória pq acrescentei mais)… tenho muitos clientes com 1 ano só de máquina e já estão tendo e trocar fonte e cooler de processador. (acho q estão durando muito pouco estes componentes nestes computadores). Mas tá aí… dependendo do usuário e do tipo de uso que vai ser feito do pc… recomendo PC de loja! Se for pra jogos, aplicações pesadas e/ou entusiastas, recomendo a montagem!
Por Adriano em ago 7, 2010